punto.a.ponto (em SP, não em Chicago...)
É isso ai. Apresento a marca comercial do projeto TECENDO REDES. Com os 7mil reais recebidos do Festival de Ideias comprei 7 livros, 20 quilos de lãs 100% naturais no Uruguai, na Argentina e no Brasil, recrutei 22 tricoteiras e atualmente 11 delas (de 4 estados do Brasil) estão fazendo três modelos diferentes de peças com fragmentos desenhados de kilim turcos e rosas chinesas. São mulheres aventureiras e criativas, que gostam de correr riscos, que adoram aprender coisas novas, e que querem crescer em cultura e bem estar. O site está em construção, as fotos do catálogo serão feitas pelo Ormuzd logo mais, e o MVP será testar a loja online e a receptividade dos modelos. Grande ansiedade, e muita gratidão a todos os que se envolveram com a ideia e me ajudaram a enxergar num sonho uma realidade possível.
“CHEGARÁ UM DIA EM QUE TUDO O QUE VESTIRMOS TERÁ SUA HISTÓRIA” (em inglês ao final)
Sonho: Empreender um negócio de venda de roupas de tricô de lã, cujo design integre fragmentos de várias culturas e diferentes épocas, com materiais 100% naturais (lã, algodão, alpaca, mohair, cashmere) ou reciclados, realizados por grupos de mulheres latino-americanas, que precisem aumentar sua renda. Facilitar os canais de venda e o circuito de comercialização para que elas possam obter e aumentar seus ganhos.
Fora a confecção manual das peças, realizar TODOS os demais processos do negócio (menos distribuição - até que funcione o tele-transporte...) utilizando as tecnologias de rede disponíveis: co-criação, design, educação à distância, crowdbusiness, comercialização, logística, marketing, venda on-line, pagamento a fornecedores, etc...(se possível integrados numa única plataforma)
Propósito: Aproximar mulheres de várias comunidades latino-americanas que façam tricô, colocando-as em contato com outras culturas de outras regiões, e com os saberes de outros grupos. Podem ser minorias pobres ou privadas de algumas liberdades, como idosas abrigadas em asilos, na prisão, etc.
Contribuir para ampliar o horizonte cultural destas mulheres, apresentando a interação possível da sua própria cultura com aquelas distantes -em tempo e lugar-, através da criação de peças que carreguem esses sentidos.
Promover a criação de laços entre as participantes próximas e distantes, disponibilizando plataformas tecnológicas para comunicação da rede resultante.
Aprenderemos com o que acontecer. Mudaremos de rumo? Descobriremos outras ideias parecidas? Aberto a improvisações criativas sobre o tema. Obrigada pelas contribuições!
PLANEJANDO...
Produto inicial: Cardigans de tricô (lãs e linhas) para mulheres e para crianças de 4 a 10 anos.
Mercado: Mulheres de todas as idades, sensíveis às questões do consumo consciente, sustentabilidade, comércio justo, com poder aquisitivo de médio para alto, de mercados no mundo todo que valorizem o “feito a mão” e a “peça única” carregando a força das culturas.
Estratégia: Identificar junto a Redes e ONGs que lidam com artesanato no continente pessoas que adiram ao projeto como Facilitadoras locais. Formar grupos de tecedoras que receberão o material, as instruções e os desenhos, e participarão via internet de apresentação dos modelos, para entender suas origens e poder contribuir com seus saberes na formatação da peça final. Conversas sobre os próprios saberes dentro de cada grupo, e com os demais de forma virtual, com webinars para todas em real time -ou não- Cursos virtuais (assincrônicos) com conceitos, arte, cultura e melhoria das técnicas. Biblioteca de saberes on line. Biblioteca de imagens. Venda on-line
Planejamento de meta mínima: No primeiro ano se formariam até 8 a 10 grupos de 5 a 6 pessoas cada um, em operação, fabricando algo em torno de 400 peças por mês ao todo após os seis primeiros meses de integração, amostras, testes, etc.
Os esforços serão realizados para a venda de 80% da produção (ficando um 20% de estoque para emergências sazonais ou pedidos múltiplos de lojas)
Branding: a co-criar. Por enquanto está ganhando TRAMAS. Outras opções para a marca seriam PONTOS, Sur, Tramas e Cores, Colores, Suerte, Fractals, Fragmentos.
COLOCANDO EM PRÁTICA...
A-CRIAÇÃO Pesquisa: sobre motivos étnicos, provenientes especialmente de tapetes, tecidos estampados, bordados, de todas as épocas. Via Internet. Criação: realização de desenhos influenciados pela pesquisa, com mistura de elementos de várias culturas. Multiculturalismo? "Hypercultural wearable art"? (que torne visível e concreto o conceito da interação das culturas mediante a arte e seus signos e significados, facilitados hoje pela globalização). Design: transposição dos desenhos a modelos de peças de tricô e transformação em receitas para sua confecção.
B-PRODUÇÃO: Matéria Prima: identificação de fornecedores de materiais naturais fabricados de forma sustentável. Compra on-line, entrega descentralizada, nos grupos. Confecção: TECNOLOGIAS têxteis do saber tradicional + novas tecnologias. (Tingimentos menos poluentes, menos água, etc.) Princípios do Fair Trade e Slow fashion. Identificação de tricoteiras e formação de grupos de mulheres nucleados por uma “facilitadora”. Realização de peças piloto. Ajustes. Sistematização processos. Difusão de receitas para os grupos.
C-COMERCIALIZAÇÃO Tudo virtual, porque sustentável, rápido, custos baixos, não desperdício, possibilidade de co-criação e co-participação. Aproveitando todos os apps free-share/ou de baixíssimo custo.
E-MKTG: AdWorks, Facebook adds, etc. E-commerce: Etsy, Botica, Craftsy, etc. E-Payment: PayPal, Pague Seguro, etc.
(Cada peça de roupa terá uma "Etiqueta Virtual com sua história". Será um album de fotos on line do processo da sua produção, da tecedora, detalhes e comentários. Depois que o comprador receber a peça poderá subir fotos dele vestindo-a e anexar seus próprios comentários).
Estratégia alternativa, ou concomitante: Oferecer o projeto a empresas cujos programas de voluntariado ou investimento social trabalhem com comunidades de artesãos, com os grupos de voluntários assumindo a tarefa de facilitadores, para gerar renda local com qualidade. Elas podem circunscrever a ação às localidades onde já atuam, promovendo com o tempo um verdadeiro desenvolvimento local, que permanecerá ativo mesmo quando a empresa deslocar/ampliar o seu apoio inicial (seed money) para outras comunidades.
Oportunidades voluntárias: - ajudar a co-criar o projeto de acordo com as particularidades locais. identificar produtoras de matérias primas próximas do local. organizar e/ou facilitar os workshops, os webinars ou o acompanhamento para ensinar técnicas de tricot ou tecelagem com qualidade nas localidades; - facilitar/conseguir empréstimo/parceria de equipamentos (computador + TV) para poder promover a assistência aos Webinars in loco;
English quick pitch: Who are we? "WE ARE WHAT WE MAKE" Our passion is connecting people, broading horizons, growing continuously through the art of fibers, colors, meaning and symbols of various civilizations.
What will we do? We’ll produce and sell wearable art - knitted women’s wear. Hyper cultural designs, mixing references of several cultures. Latin American artisans looking to global realities, learning and resignifying codes, their own and others', rediscovering their worth and values.
Slogan: “There is a day to come when all clothes will carry their own history - each one will tell a unique story.”
Why? Because we believe in “global” as an expanded view of many locals, no longer a dichotomy or a threat to the native, original and authentic. We see “global” as much more about openness and learning possibilities. Because being global today is to inspire everything and expire unique, mixed sounds, mixed colors, feelings and senses, our designs are - Chinese Kilim, Andean Art Nouveau, Baroque Inuit, Bulgar Fair Isle, Poncho Jap, Caribbean Hindi, and so on.
I believe in more culture for everybody. More resources for many. More connection with the origins. More experience with earth, wind and fire. More handwork. More conversation. More contact. More relationships with nature, raw resources. More purpose in life.
Our Goals? First year: To broaden the cultural horizons and technical skills of at least 50 Latin American artisans. To increase revenues through sales of 8 pieces each.
Second year: To sell a total of 600 pieces. To formulate co-ops or other similar productive cohorts.
Third year on: To solidify the autonomy of this productive groups, including independent production, marketing, and sales.

