Os Temas

A edição 2013 do Festival de Ideias traz novidades! Em sua terceira edição, o FDI incorpora um novo tema Desenvolvimento Social de Produtos e, com a categoria Outros, acolhe as emergências da rede de criadores. Sim, nós acreditamos na inteligência coletiva!

Durante todo o processo de inscrição e cocriação, os interessados poderão inscrever e desenvolver suas ideias nesta plataforma de colaboração (http://festivaldeideias.org.br) e nas cocriações  presenciais (agenda aqui). As temáticas escolhidas pretendem agir como provocação e incentivo aos empreendedores sociais brasileiros. Para isso, o número de ideias permitido a cada usuário é ilimitado. Conheça os temas e veja onde sua ideia se encaixa:

DESAFIOS / TEMAS

As ideias podem ser de qualquer natureza, tema ou região do Brasil. Em sua terceira edição o Festival destacou os seguintes grandes temas de interesse da sociedade:

1 - Mobilidade urbana

A decisão de se viver em um centro urbano esta relacionada a benefícios como o acesso à educação, ao comércio, aos serviços e às melhores condições de trabalho. Porém esta escolha também implica em viver rodeado de congestionamentos, sem transporte público de qualidade num sistema que cria conflitos e marginaliza principalmente ciclistas e pedestres.

Sabemos que algumas mudanças são grandes e estruturais, mas sempre tem algo que está ao nosso alcance que pode ajudar a transformar essa realidade. Levando em conta questões como o desejo de uma vida mais sustentável e os novos hábitos na esfera do trabalho, qual a sua ideia para melhorar a mobilidade nos grandes centros urbanos?

Com quais iniciativas individuais ou coletivas podemos transformar o contexto da mobilidade urbana?

2 – Violência

A maioria das pessoas, principalmente nas grandes cidades, está exposta ao problema da violência que se manifesta na atual sociedade de diversas maneiras.

Algumas formas de violência são diretas e se traduzem em agressões, assaltos, tráfico de drogas etc. Algumas outras surgem de forma mais velada e em várias dimensões de nossas vidas, como o abuso sexual de crianças, a exploração de trabalho infantil, o bullying, a violência contra mulheres, as diversas situações de risco e de vulnerabilidade que vitimizam pessoas.

Diante dessas situações, o que você, seus amigos e seus vizinhos podem fazer a respeito? Quais ideias práticas e de fácil implementação poderiam ser criadas para diminuir ou resolver esse problema social na sua rua, no seu bairro e em sua cidade?

3 – Catástrofes Naturais

Inundações, deslizamentos, chuvas torrenciais que alagam vias e bairros inteiros, destroem casas e histórias de vida, e causam a morte de pessoas: essas manchetes já são comuns todos os anos no Brasil.

Como nós podemos lidar com forças tão poderosas? Como podemos nos prevenir e nos organizar para minimizar os danos e as fatalidades? Quais são as melhores maneiras de alertar e apoiar as pessoas e suas comunidades?

4 – Redes de aprendizagem

Nos últimos anos, multiplicaram-se as possibilidades de autoaprendizagem e de aprendizagem aberta e compartilhada. Navegando na Internet ou interagindo em rede com outras pessoas, cada vez mais uma pessoa pode aprender sozinha ou aprender com seus amigos. A livre aprendizagem que essas experiências proporcionam não depende mais do ensino ou da recepção de um ensinamento transmitido ou inculcado por alguém que sabe.

Quem não sabe alguma coisa pode agora buscar num imenso, praticamente inesgotável repositório de conhecimentos que está disponível nos computadores, nos servidores e na nuvem de computação. Quem sabe alguma coisa pode compartilhar o que sabe conectando-se a outras pessoas. Como diz uma frase muito divulgada nos últimos anos, na rede “eu guardo meu conhecimento nos meus amigos”.

O conhecimento está sendo agora organizado pela busca e desenvolvido pela polinização (meu conhecimento interage com o seu, gerando mais conhecimento). O heterodidatismo está dando lugar ao autodidatismo e ao alterdidatismo. Experiências de homeschooling (educação em casa) estão se multiplicando. Experiências de communityschooling (educação comunitária) estão florescendo. Experiências não-escolares de redes de aprendizagem estão surgindo por toda parte.

Qual sua ideia para facilitar a expansão desses processos de aprendizagem em rede em ambientes não-escolares?

5 – Crowdbusiness

Crowdbusiness é uma designação genérica para os múltiplos negócios em rede que estão surgindo nos últimos anos e que estão criando, talvez pela primeira vez na história, um mercado capaz de sintonizar com a sociedade. O centro desse novo mercado florescente é a pessoa que empreende em rede em vez de empreender sozinha. Que gera mais valor do que captura. Que cria o mundo em que quer trabalhar. Que realiza em comunidade aquilo que não consegue fazer sozinha. Que trabalha com a visão sistêmica (do ecossistema) e é ecocêntrica em vez de egocêntrica.

Isso é possível agora porque o custo da infraestrutura necessária para iniciar um empreendimento está caindo vertiginosamente (com a multiplicação e o aperfeiçoamento das ferramentas virtuais na nuvem computacional). E porque os muros para barrar o acesso ao público estão sendo continuamente perfurados pela multiplicação das conexões em uma sociedade cada vez mais em rede. Nessas condições nada pode impedir que as pessoas façam negócios com outras pessoas do seu emaranhado de relacionamentos. Isto é crowdbusiness.

Qual sua ideia para viabilizar negócios em rede? Qual sua ideia para facilitar a expansão de empreendimentos em rede?

6 – Voluntariado

Voluntariado é uma atitude.  Ocorre nos mais variados contextos e pode adicionar valor em qualquer atividade realizada em grupo.  Vai desde ações humanitárias generosas e espontâneas ao ativismo em prol de uma causa.

Mas não se restringe somente a fins públicos ou sociais. Normalmente se vê manifestações de colaboração voluntária também em temas privados, como na colaboração entre vizinhos ou entre pares que compartilham um mesmo problema e necessitam do apoio mútuo para solucioná-lo.

Em projetos ou mesmo em negócios, o apoio voluntário pode ser o fermento que transforma e amplia o significado que tais atividades têm para os entes envolvidos e para a sociedade. Não é incomum ver plataformas de Internet, com e sem fins de lucro, se beneficiarem da ação voluntária de seus membros para criarem um ecossistema virtuoso de colaboração, que alcança resultados impensáveis com a participação de voluntários.  Considere o caso de servidores Linux versus Windows: quem poderia pensar em competir com uma empresa tão poderosa economicamente? Somente um modelo de participação voluntária em larga escala poderia lograr tal êxito.  O mesmo se dá na Wikipedia: se tal organização optasse por remunerar todos os seus colaboradores, estaria automaticamente abrindo mão do componente de liberdade, independência e escolha que viabiliza a organização emergente entre os seus membros.

Como podemos usar modelos de colaboração voluntária para criar projetos de impacto na comunidade?  Como a colaboração voluntária de usuários e clientes pode ajudar a criar negócios mais sustentáveis?

7 – APPs

Apps são aplicativos.  São softwares focados em resolver problemas específicos, organizando funcionalidades e informações em um espaço limitado, para um usuário com disponibilidade de atenção igualmente limitada, como por exemplo, no caso de uma pessoa caminhando e procurando um caixa eletrônico próximo, usando seu smartphone.  Em contraste com as limitações de espaço e atenção, as apps se ampliam com a possibilidade de combinar ao software o uso de hardware como câmeras, microfones, telas de alta definição, antenas de GPS, acelerômetros e tudo o mais que os smartphones trazem hoje.

Atualmente utilizam-se apps para as mais variadas necessidades, desde compartilhar uma foto sobre uma situação inusitada que acaba de acontecer, até saber as condições do trânsito ao voltar do trabalho pra casa. Imagine o que apps podem fazer pelas causas e temas do Festival de Ideias! As possibilidades de criação de novas apps são tão numerosas quanto às necessidades de informação das pessoas e a criatividade dos desenvolvedores.

Você tem uma ideia para uma app, mas não sabe como desenvolvê-la? Você sabe desenvolver uma app, mas não sabe exatamente qual necessidade atender? Vamos combinar ideias e talentos aqui? Você tem ainda a oportunidade de contribuir com um app para alguma ideia proposta no FdI!

8 – Desenvolvimento Social de Produtos

Qualquer produto que se queira desenvolver numa dinâmica de cocriação interativa. O social refere-se ao processo de produção da ideia e do produto, não à utilidade do mesmo, que não necessita estar diretamente direcionado a resolver questões sociais específicas (conquanto sua realização deva concorrer, de algum modo, para promover, impulsionar ou induzir o desenvolvimento social).

9 - Outros

Qualquer ideia socialmente relevante que não se enquadre nas demais categorias.

10 - Social Good Brasil

Social Good é um termo da cultura digital que significa usar a força das tecnologias, das novas mídias e do pensamento inovador para a solução de problemas sociais. A rede é feita por pessoas e são elas que estão transformando a sociedade com micro-ações que juntas se tornam grandiosas.

A tecnologia proporciona:

- Escala em rede (causas podem ganhar o apoio de multidões)
- Autonomia para o engajamento (qualquer um pode participar)
- Acesso a informação e recursos apropriados (Educação, Saúde e Recursos Financeiros)

São exemplos de ideias Social Good:
- Um aplicativo para smartphones (tecnologia) que incentive a doação de sangue (transformação social).
- Uma página no Facebook (tecnologia) para identificar e denunciar problemas no seu bairro (transformação social).
- Um portal virtual (tecnologia) que monitore a atividade dos políticos (transformação social).
- Uma organização que utiliza vídeos (tecnologia) para disseminar nas redes sociais seu conhecimento e desenvolvimento (transformação social).
- Um portal virtual (tecnologia) de financiamento coletivo de iniciativas sociais (transformação social).

Conheça mais sobre Social Good Brasil

 

Leia o Regulamento do FDI 2013 aqui

Inicie uma Ideia!!!

Se quiser participar do grande encontro de cocriação na Cinemateca, onde será distribuído um incentivo em dinheiro para apoiar as ideias, não é suficiente ela estar na antiga plataforma do FdI, inscreva sua ideia aqui no site agregador, até 31 de maio.

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